Rente ao chão - De Lagos a VillamartÃn
Diário 6 de Maio de 2008Agora é que era!
Chegada antecipada ao aeródromo de Lagos obrigatória para tratar de questões logÃsticas… Há que distribuir identificadores, coletes reflectores e outro material aos pilotaços, co-pilotaços e passageiraços! Até fomos todos contemplados com um lencinho para o pescoço, a fazer lembrar os lenços dos pilotos de antanho… Ena pá, andamos na moda.
Pormenores logÃsticos tratados e rotas traçadas, vai cada um à sua máquina. A minha apresenta-se-me ainda habituadÃssima a andar de um lado para o outro. É que ontem tinha reparado que o jipe já marcava mais de 333.000 Km.
Briefing mecânico: tenho de controlar o óleo, que a máquina anda a bebericar do que não deve; felizmente não exige verificações frequentes, só de vez em quando. Atesta-se de óleo e de água (tive de procurar por um water container, porque recipientes/garrafas/garrafões/baldes/etc de água são coisas ininteligÃveis por aquelas bandas)…
Caixas, malas, malinhas, sacos, computadores, ferramentas, óleos, mais material, mapas (três), GPS (dois) e passageira a bordo? Belo. Altura de arrancar para a pista de La Juliana.
Cruzámo-nos com uns aviões a caminho, ali para as bandas de Faro… Aliás, eles é que se cruzaram connosco, porque nós tÃnhamos saÃdo mais cedo. Belo prenúncio…
Foi viagem fácil, mas depois de entrar em Espanha começo a preocupar-me: quilómetros de estrada a passar debaixo das rodas, o ponteiro do gasóleo a descer e bombas de gasolina nada! Encontrámos a primeira uns bons 60 ou 70Km já dentro de Espanha. Ufffff… Ou nós temos bombas de gasolina a mais ou os espanhóis têm-nas a menos… Ainda bem que o jipe não se parte se lhe acabar o combustÃvel.
Jipe atestado de gasóleo e ala que se faz tarde. A velocidade de ponta não é grande, que a máquina já tem uns anos e vai carregada até às orelhas.
Para encontrar a pista, o GPS com navegador electrónico já não dava conta do recado. SaÃdos do asfalto e sem placas a indicar a direcção do aeródromo, é altura de sacar do GPS normal e seguir a setinha. Sorte de inÃcio de volta: foi logo o primeiro caminho de terra batida onde entrámos. Claro que ver um avião a aterrar de vez em quando também ajuda…
Chegámos pouco depois do último avião, mesmo a tempo de irmos para a fila da paella. Que estava saborosa, mas quem quisesse repetir tinha de aguentar com a senhora a resmungar que parecia que não comÃamos desde ontem. Eheheheh…
Aventureiros famintos!
Para VillamartÃn, sai-se antes dos aviões, debaixo de um sol intenso e com passageira nova. O fotógrafo ia para o ar e a Dolores também.
Viagem fácil e desta vez até o GPS com navegador deu com o campo à primeira! Ainda chegámos a tempo de ver a aterragem da maior parte dos aviões e de nos preocuparmos com os pilotos que se tinham perdido (essa história há-de ser outro a contá-la). Mas sem problemas: à hora do jantar, não faltava ninguém!

Foi preciso sacar das ferramentas para ajustar uns travões que teimavam em fazer greve e ir à procura de combustÃvel para quem se tinha perdido. Indicações recebidas do nosso anfitrião, inventámos que nos fartámos e lá demos com uma das bombas de gasolina de VillamartÃn - curiosamente, não foi aquela que nos tinham indicado…
Recebemos mais umas bagagens de aviadores com peso a mais (nos aviões). Fomos os últimos a chegar para jantar, mas com tudo arrumado. Ainda houve quem não tivesse gostado de comer iogurte à sobremesa, mas senhores, por essa altura já quase só se pensa no hotel, que ainda vem longe e amanhã de manhã há muito que fazer!…
15 de Maio de 2008 às 18:47
Boa, boa, quero ler o resto… Pode ser?